Lucie Barreira, nascida a 23 de Dezembro de 1991, em Paris. 
Com apenas três anos regressei ao país dos meus pais e por cá tenho permanecido nos últimos vinte e dois anos. De Paris trouxe muito pouco. Mas, a língua francesa e os pequenos gestos que me lembram que a França é a minha origem, tal como o queijo no final da refeição, a adoração por croissants, a mistura de palavras portuguesas com francesas e o vício de que todas as pronúncias estrangeiras acabam por ir ao encontro daquela que é a minha língua do coração. Há coisas que não se perdem, passe o tempo que passar. Felizmente, em 2016, consegui realizar um sonho e regressei à cidade-luz. Criei novas recordações e fui tão, mas tão feliz!  
Por outro lado, durante dezassete anos vivi na vila que me acolheu e à qual chamo “casa”. Até que me apaixonei pela minha cidade universitária: Aveiro. A cidade da ria, dos moliceiros, dos ovos-moles, das tripas e da vida académica. A cidade na qual mais cresci e na qual criei laços e amizades para a vida. A cidade que me viu chorar de rir e chorar de tristeza. A cidade dos enterros, das noitadas, dos estudos e dos melhores anos da minha vida. Aveiro é a cidade da saudade por todas as recordações que la vivi. É uma das cidades do coração e voltar é, inevitavelmente, ter um sorriso de orelha a orelha. 
No entretanto, voltei a “casa” e foi aí que iniciei a minha vida profissional, ambicionando que o destino me leve cada vez mais longe!  
Quanto a mim, sou uma miúda complicada, admito! Num primeiro momento, consideram-me anti-social, mas facilmente me conquistam. Sou responsável, sonhadora e sentimental q.b. Durante muito tempo, acreditei no amor e no sonho do “felizes para sempre”, mas hoje já não creio nisso. Amar não é a melhor coisa do mundo, muito menos quando não se é amado com a mesma intensidade. Dou mais de mim nas relações (quer seja amor ou amizade) do que os outros me dão e isso já me fez levar com alguns baldes de água em cima. Por isso, a partir de agora, a razão terá que pesar mais do que o coração!  Quanto aos amigos, guardo poucos mas bons no coração! São uma das peças essenciais da minha vida, além da família que está também sempre presente. Sou apaixonada pela minha gata, fotografia, mar e por umas boas gargalhadas. À minha maneira, tento ser feliz, dia após dia!