quinta-feira, 31 de maio de 2018

PESSOAL | ♥

Já se passou mais um ano desde que escrevi este texto e os sentimentos continuam a ser tão idênticos. O medo irracional, ou não, de sentir que o tempo passa e eu estou aqui. Parada, à espera que o destino se encarregue de me fazer (re)encontrar o amor. Mas, fará?
Habituei-me a viver comigo própria e a ser feliz desta forma. Respeitar-me enquanto Ser Humano e ter a certeza de que sou capaz de fazê-lo. Mas, passados quase três anos de largar um amor obsessivo sinto que preciso de mais na minha vida do que somente eu própria. Estar sozinha não faz parte da minha natureza. Gosto demasiado de partilhar com uma metade de mim as minhas vitórias e vibrar ainda mais com as vitórias do outro. Gosto demasiado de abraços que me reconfortem a alma. Gosto demasiado de olhares que falem por si. Gosto de ser amada e sinto muito a falta disso! 
Escrevi, no passado, que não queria ter no amor o motivo para voltar à minha vida em Portugal e assim poder aproveitar toda esta aventura de SVE da melhor forma. E, assim foi. Tenho consciência de que não me ter envolvido emocionalmente antes de partir trouxe-me cá sem prender-me a um lá. Mas, e se agora eu quisesse que exista um motivo? Um daqueles motivos que não nos prende, mas sim nos leva ainda mais longe? Afinal, não é isso o amor? Dar asar e voar juntos?  
Por momentos sinto que a minha vida estagnou, no que toda ao amor, no momento em que a minha relação anterior terminou. Gostava de ter a certeza de que sou capaz de amar novamente, mas ainda não recebi a prova disso. Ainda não me deixei levar com a leveza de quem descobre um novo amor. E, se em instantes, me questiono sobre o porquê, há toda esta questão de não saber se estou amarrada a algo que não sei bem o que é. E isso assusta-me! Assusta-me muito mesmo! Porque sinto na pele o receio de que ficarei assim... sozinha. E isso é a última coisa que quero!