3 de julho de 2017

Vamos falar do Subsídio de Desemprego?


Passei a ser um número da taxa de desemprego do nosso país a partir de Maio. Logo no dia 2 desse mesmo mês, dirigi-me aos serviços do centro de emprego e segurança social para dar entrada da documentação necessária para o pedido de subsídio de desemprego. Já se passaram dois meses e continuo à espera de uma resposta concreta. Não sei, sequer se, na opinião dos serviços sociais, tenho ou não direito ao mesmo. Mas, o pior de tudo isto é que, caso decidam que não tenho, acreditam se vos disser que a razão plausível será devido a uma falha da entidade patronal?!
Passo a explicar... a carta de despedimento foi escrita e, por lapso, existiram argumentos que não foram apresentados na mesma. Ora, tal aconteceu devido à falta de conhecimento e falta de informação, de qual a forma exacta quer a segurança social que a carta de despedimento seja escrita! Assim, em momento algum houve qualquer tipo de vontade por parte da entidade patronal de me prejudicar. Contudo, se os serviços sociais não aceitarem que essa foi a realidade, a pessoa que irá sair prejudicada de tudo isto sou eu! Uma vez mais, o prejudicado é a pessoa mais fraca e aquela que, numa situação de despedimento, mais perdeu. 
E pergunto: é isto normal? É normal que vivamos num país em que, por mero lapso, o trabalhador veja os seus direitos revogados somente por algo não ter sido bem escrito? E se há uma necessidade tão grande de que tudo seja feito de forma perfeita, porque não possibilitar a qualquer cidadão o acesso às minutas em questão? Ninguém nasce ensinado e quando se trata de uma primeira experiência existem erros que são cometidos, o que é totalmente normal... ou melhor, só é normal para os serviços públicos que podem errar as vezes que quiserem! 
Posto isto e perante esta situação já se passaram dois meses e não recebi qualquer valor monetário. Por acaso, tenho a sorte de não precisar do subsídio para viver porque estou com os meus pais mas, e se não estivesse? E se tivesse uma família para sustentar? E se precisasse de colocar comida na mesa para os meus filhos? Dizia-lhes para esperar tal como me dizem a mim? 
É tempo de as pessoas se começarem a mexer. É tempo de ganharem noção dos postos que ocupam e de perceberem que têm vidas que dependem deles. É tempo da burocracia deixar de ser um entrave na sociedade. É tempo dos direitos dos cidadãos começarem a ser mais valorizados e não esperar apenas que os mesmos cumpram os seus deveres! Mas, por agora, resta-me continuar a esperar e fui já avisada de que, antes dos trinta dias úteis do último requerimento não há nada que eu possa fazer... ora, assim sendo e fazendo as contas, bora lá esperar até aos vintes e poucos de Julho sim? Afinal, quem esperou até agora, também espera mais um pouco!