13 de maio de 2017

Queima das Fitas de Coimbra: onde fui imensamente feliz!


Escrevi este post no autocarro de regresso a casa. Depois de sete dias e seis noites de folia aquela era a altura certa para tentar encontrar as melhores palavras que descrevessem a aventura que foi a Queima das Fitas de Coimbra. Mas, depressa percebi que o que de melhor guardo é quase impossível de ser descrito. Coimbra foi uma lição de amor. Uma lição daquele amor que se vive nas amizades, nas relações. Coimbra deu-me aquilo que tanta falta me fazia. Coimbra reacendeu a chama da vida académica e mostrou-me, literalmente, o porquê de ser a Universidade com mais espírito académico.
A verdade é que é ali que tudo se vive com outra intensidade, com outra magia, com outro sentimento. Fui estudante de Aveiro e trago os enterros no coração, assim como as memórias que todas aquelas alturas me criaram, mas Coimbra é, sem dúvida, outra sensação, outra experiência, outra vivência. E se, a já tudo isso, juntarmos as pessoas certas com quem viver essa experiência tudo se torna perfeito. Porque é assim que descrevo a minha estadia em Coimbra: perfeita. Porque é de lá que trago recordações tão felizes e apagões que fizeram ainda mais sentido. Desde os jantares, as poções, as pessoas, as fotografias, os vídeos, as nódoas negras... Tudo foi Coimbra, tudo foi Queima! 
Foi nas ruas da cidade que voltei a envergar o traje, orgulhando-me de ser estudante de Aveiro. Foi na noite da Monumental Serenata que o gabão se voltou a molhar com chuva, foi naquela noite que (re)aprendi que juntar cartas e álcool não é a melhor hipótese. 
Foi nas noites de Queima que me ri com as gargalhadas mais puras. Que me deixei ir sem tirar os pés do chão. Que vi concertos que queria ver e outros a que não fui a tempo. Foi, no Domingo, que fiquei com a certeza de que havia vivido o melhor cortejo da minha vida. Venha o que vier, nada apagará o calor de ter o traje vestido, a cerveja a correr pelo corpo, as fotografias mais que felizes, o viver o espírito ao máximo, o correr a cidade para regressar a casa, o percorrer as ruas e deitar-me ao sol, no final, a aproveitar aquele momento. Se há recordação que posso eleger como umas das melhores será essa, com toda a certeza. Fui imensamente feliz e sei que nunca nada me poderá tirar isso da vida! 
E, por fim, tive as melhores companheiras de casa que poderia ter! Desde os nossos brunches às quatro da tarde, os almoços em família, os brindes, as gargalhadas. Obrigada por me terem recebido tão bem! Foi como estar em casa... E obrigada aquela que me deu a possibilidade de viver tudo isto, que partilhou comigo mais uma aventura, que se riu comigo e que esteve lá, noite após noite. Obrigada!
Venho de Coimbra de coração cheio e já com a vontade de regressar. Trago instantes, memórias, recordações, uma serenata, uma saída da cidade abençoada dos pés à cabeça, um sorriso discreto que me faz tudo reviver. Obrigada Coimbra do meu coração. Eu já gostava tanto de ti e agora tenho a certeza de que serás sempre uma das minhas cidades, porque foi em ti que fui tão feliz! Eu volto, eu prometo voltar...