17 de abril de 2017

LIVROS | Leituras de Jodi Picoult


Jodi Picoult nasceu e cresceu em Long Island. Estudou Inglês e escrita criativa na Universidade de Princeton. Aos 38 anos é autora de onze best sellers e em 2003 foi galardoada com o New England Bookseller Award for Fiction. É a minha autora favorita e não podia deixar de lhe dedicar um post. Se quiserem descobrir mais sobre esta escritora e a sua escrita é só lerem...
Conheci esta autora por um mero acaso! Foi na altura em que saiu o livro Para a minha irmã (aquele em que a capa é a original e não a que foi criada pós-filme) e lembro-me de que depois de ter visto o livro na estante, peguei nele, li a sinopse e percebi imediatamente que tinha que o ler. A história já me tinha cativado e precisava de ficar a saber o seu final. Comprei-o e foi daí que nasceu esta admiração!

Para mim, esta é uma daquelas escritoras que não desilude. A mim ainda não me conseguiu desiludir! Escreve histórias que abordam temas reais e polémicos. Há histórias que abordam doenças, famílias destruídas, mortes, casamentos mal resolvidos, vidas atribuladas, amores não correspondidos, lutas que terminam em derrotas, violações... tudo aquilo a que o nosso mundo assiste diariamente. Mas, depois há o lado que equilibra esta balança e que nos retrata o amor verdadeiro, aquele que é vivido entre pessoas do mesmo sangue, do mesmo sexo ou diferente, a amizade que nos levanta quando estamos em queda, a liberdade que nos faz viver em paz, a segurança que nos dá a capacidade de seguir em frente... Se há pessoa que sabe equilibrar tudo isto é ela!
Mas, se há coisa que me leva a gostar de cada história é ter a certeza de que nenhuma daquelas vidas viverá um conto de fadas. Há realidade por detrás de cada uma delas e isso faz com que, no final, não exista aquele final feliz dos filmes da Disney, mas sim o final feliz que é possível, consoante a realidade de cada personagem. E a vida é isso mesmo. É morrer quem não esperamos que morra, é encontrar o amor quem achamos que já não tem qualquer hipótese, é ser capaz de enfrentar a vida e perceber que não iremos ter o destino que tanto ansiamos, é ver partir quem não queremos (...) Isso sim é o ponto central de cada uma das histórias. É sabermos que, cada um de nós, poderia, na verdade, viver aqueles acontecimentos e aquelas vidas.
Sou feliz a ler Jodi Picoult. Sou feliz quando ela me leva às lágrimas, quando me provoca o desespero de folhear o livro para ler já o final, quando me leva atrás nas páginas para perceber melhor o que me escapou, quando me faz sorrir de esperança ou quando me dá aquele gostinho final de - afinal - nada ser como eu estar a contar. São histórias que nos questionam. Que nos levam à reflexão. Que nos colocam entre a espada e a parede. Que nos trocam as ideias do que é certo e errado. Que nos levam a decidir entre amar ou ser amado... Podia passar horas a vos escrever sobre a escrita dela, mas isto já vai longo... no fundo, o essencial é perceber que a escrita dela é verdadeira e retrata momentos que não existem apenas em livros, mas sim na vida!
Livros que já li (9/17)
À procura do amor: Neste romance, Jodi Picoult entrelaça cinco vozes que contam uma história de amor, perda e auto descoberta. As vozes pertencem a uma mãe, à sua filha e a três homens muito diferentes. (...)

Uma melodia inesperada: Zoe Baxter passou dez anos a tentar engravidar e, quando parece que este sonho está prestes a realizar-se, a tragédia destrói o seu mundo. Ao trabalhar com Vanessa, o relacionamento profissional entre as duas transforma-se numa amizade e depois, para surpresa de Zoe, em amor. (...)

Ilusão perfeita: Por vezes, quem nos devia apoiar é quem nos destrói. (...)

Para a minha irmã: Os Fitzgerald são uma família como tantas outras e têm dois filhos, Jesse e Kate. Quando Kate chega aos dois anos de idade é-lhe diagnosticada uma forma grave de leucemia. Os pais resolvem então ter outro bebé, Anna, geneticamente seleccionada para ser uma dadora perfeitamente compatível para a irmã. Agora, Kate precisa de um rim e Anna resolve instaurar um processo legal para requerer a emancipação médica - ela quer ter direito a tomar decisões sobre o seu próprio corpo. (...)

Frágil: Willow, a linda, muito desejada e adorada filha de Charlotte O’Keefe, nasceu com osteogénese imperfeita - uma forma grave de fragilidade óssea. Depois de vários anos a tratar de Willow, a família enfrenta graves problemas financeiros. É então que é sugerida a Charlotte uma solução: processar a sua melhor amiga e declarar perante o tribunal que preferia que Willow não tivesse nascido... (...)

O pacto: Será que conhecemos mesmo os nossos filhos? (...)

Em troca de um coração: Aceitava realizar o último desejo de um condenado para salvar a vida de um filho? Como é que uma mãe concilia a trágica perda de um filho com a oportunidade de salvar a alma de um homem que odeia? (...)

O décimo círculo: Este livro viaja desde os corredores de um liceu moderno até uma vila isolada no Alasca, e do inferno até ao coração desfeito de um pai. (...)

Tudo por amor: Nina Frost acusa pedófilos e todo o tipo de criminosos que destroem famílias, ajudando os seus clientes a ultrapassar o pesadelo, garantindo que um sistema criminal com várias falhas mantenha os criminosos atrás das grades. Mas quando Nina e o marido descobrem que o seu filho de 5 anos foi vítima de abuso sexual sente-se impotente perante um sistema legal ineficiente que conhece demasiado bem. (...)
A opinião sobre o que já li
O primeiro livro: Para a minha irmã
Este livro foi a descoberta e, sem dúvida, um dos que mais gostei. Tem o poder de surpreender até ao último momento. O poder de nos descansar o coração por (acharmos) que sabemos como vai terminar, quando tudo muda. É a luta de uma jovem por ela própria e uma aprendizagem para todos aqueles pais que ainda não perceberam que cada filho é um filho!

O último livro: O décimo círculo
Podem ler a minha review sobre este livro aqui.

Aquele de que mais gostei: Frágil
Este é o livro que mais abrange o tema da família, na minha opinião. É um dilema que divide a família em busca somente da maior estabilidade para aquela mesma família. É uma história que me levou às lágrimas, da qual apontei passagens que me deixaram arrepiada. É uma história sobre o amor de uma família e, principalmente, o amor cego que uma mãe sente por um filho. Um amor que leva a personagem a fazer o inimaginável para, no final, tudo terminar como termina. No fundo, a lição é a de que nada podemos fazer contra o destino!

Aquele de que menos gostei: Tudo por amor
Não gostei muito deste livro. Gostei mesmo bastante pouco. Não significa que a escrita de Jodi Picoult me tenha desiludido, mas talvez não o tenha lido na melhor altura. Acredito que, dependendo do nosso estado de espírito, também isso poderá contribuir para que gostemos ou não de um livro que lemos e aqui foi possivelmente isso que aconteceu. Não foi, de todo, uma história que me tenha cativado, apesar de retratar algo a que o nosso mundo também assiste. Talvez um dia dê uma nova oportunidade a este livro e a esta história!