29 de outubro de 2016

VIAGENS | [Férias'16] Paris #6

Quando planeamos esta viagem, existiam dois locais, fora do centro de Paris, que eram obrigatório. O deste dia e o que, por coincidência, foi destino do dia seguinte. Ambos os locais são turísticos e este está inevitavelmente ligado à história da França. Já adivinharam onde fomos?
Versailles. Mais precisamente o Château de Versailles! É o ex-libris da grandiosidade da França e do reinado de Louis XIV. Foi palco de variados filmes que retrataram a vida de uma das rainhas mais célebres de França: Marie-Antoinette e, aliando tudo isso à curiosidade que tínhamos em visitar este castelo, foi aqui que passamos um dia super quente!

O Château de Versailles é considerado um dos maiores do mundo! Tem 2 153 janelas, 352 chaminés, 700 quartos e 700 hectares de parque. Foi construído pelo rei Louis XIV, o "Rei Sol" a partir de 1664 e recebe em média oito milhões de turistas por ano.
A primeira impressão que tivemos assim que o avistamos foi que era pequeno (somos tão toscas xD). Mas, a verdade é que, de longe, ele não parecia nada de especial... mas, começamo-nos a aproximar e, mais uma vez, admitimos que era enorme! Só todo aquele dourado a brilhar já demonstrava bem a grandiosidade do mesmo, mas mal sabíamos nós tudo o que ainda íamos ver!


Iniciamos a visita pelo interior do edifício, sendo que a parte dos aposentos da rainha estão encerrados para obras --', mas, no geral, as únicas conclusões a que chegamos é que tudo é excessivo! Tudo brilha, tudo reluz, tudo é dourado, nada é simples. Basicamente, no início, olhávamos para os textos que são, literalmente, obras de arte e ficávamos Ohhhh! até que, depois de inúmeras salas iguais, ou seja, excêntricas, os olhos começam-se a habituar e o que se torna estranho é encontrar uma parede que seja mais simples.







Fomos continuando o percurso, passando por salas específicas que eram, na sua maioria, quartos, sendo que muitas das zonas do palácio estão divididas em "apartamentos do rei", "pequeno apartamento do rei", por isso conseguem ter uma noção de tudo o que por lá há! 



Mas, chegamos à sala mais conhecida do palácio que é a Galerie des Glaces que todos nós já vimos alguma vez na televisão. Esta sala possui dezassete espelhos em arco que reflectem as dezassete janelas igualmente arcadas que dão vista para os jardins. Cada arco contém vinte e um espelhos, perfazendo um total de 357 espelhos no conjunto da decoração. Foi nesta sala que foi assinado o Tratado de Versalhes que terminou com a Primeira Guerra Mundial e este é um local que, ainda hoje é, por vezes, utilizado em ocasiões de estado.






Depois de visitarmos o interior do palácio, aproveitamos para descansar um pouco nos jardins e almoçar. Recarregamos baterias e decidimos que íamos tentar visitar o máximo que conseguíssemos dos jardins, apesar do calor que se fazia sentir e do cansaço que teimava em ser cada vez maior!








Íamos caminhando, já meias perdidas e, a conclusão a que chegamos é que, com toda a certeza, nenhum dos Reis e Rainhas que por lá viveu se deu ao trabalho de dar a volta aos jardins a pé, senão acreditem que não tinham feito algo tão g-r-a-n-d-e! Mas, que é bonito! Lá isso é! Que são jardins que vale a pena visitar e conhecer são! É tudo tão elegante, tão bonito, tão simétrico e tão excêntrico (como tudo o resto!)


Fomos andando e andando, dando uns pequenos passos e parando por mais uns minutos para descansar. Por isso, é normal que tenhamos demorado imenso tempo até chegar ao Grand Trianon que foi mandado construir em 1687 por Luís XIV, para servir de refúgio da família Real ao exagerado formalismo do Palácio principal (de facto, quando se tem algo muito excêntrico, o melhor é construir outra coisa que é um bocadinho de nada menos ahah)





Por fim, fomos visitar o Petit Trianon que foi mandado construir por Louís XV para a sua amante Madame de Pompadour que acabou por falecer antes do final da sua construção e, assim sendo, acabou por ser usado pela sua sucessora, a Madame du Barry (poucas amantes hã?). No entanto, o Rei Luís XVI decidiu dar este local à sua esposa que foi Marie Antoinette. Era aqui que ela dava as suas festas loucas que estão tão bem demonstradas neste filme.





Já no final do dia, regressamos ao palácio para voltar a casa e, sem dúvida, que foi um local que gostei muito de visitar! É impressionante tentar sequer imaginar a quantidade de investimento que está naquele local e, inevitavelmente, nos remete para o passado e para toda a história da França que este Palácio tem em si. Além disso, é sempre engraçado pensarmos que estamos a pisar chão que Reis e Rainhas já pisaram e que foi por ali que passaram muitos dos seus dias. É um local que vale muito a pena visitar e espero um dia regressar para poder ver a parte dos aposentos da Rainha que devem ser fantásticos! Tirando o excesso de calor e a quantidade de percurso que fizemos a pé, foi mais um dia feliz e repleto de boas memórias!


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Mais sobre esta viagem:


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