25 de outubro de 2016

VIAGENS | [Férias'16] Paris #5




Depois de termos ido apreciar uma das vistas mais bonitas sob Paris, não podia faltar aquele que é o cliché: a subida à Tour Eiffel. E foi na Terça-feira, com um dia solarengo e quente que subimos e estivemos a 324 metros de altura a ter uma vista fantástica sobre Paris!
Lembram-se daqui ter escrito sobre o facto de no primeiro impacto com a Tour Eiffel a termos achado pequena? Pois bem, acredito que possa ser essa a ideia com que algumas pessoas fiquem se não a subirem. Porque acreditem que a perspectiva muda completamente! Uma coisa é olharmos cá de baixo e outra é olharmos de lá do alto. Só vos digo que ela é mesmo, mesmo alta e tudo cá em baixo parece miniatura :D 
Mais uma vez não fizemos qualquer fila para subir (juro que ainda não percebi o que se passou aquando da nossa estadia :p) e fomos até as primeiras a entrar no elevador. Mas, o mais fantástico é que, passado pouco tempo, já havia uma fila enorme ahah Decidimos comprar o bilhete para subir os três andares de elevador. As nossas pernas já acusavam o cansaço e digamos que de elevador é outra coisa. 
Começamos pelo terceiro andar, ou seja, o topo e só depois fomos descendo para os restantes. E quando nos deparamos com o topo fiquei: Aieee, que eu estou mesmo aqui! Foi uma sensação fantástica. Foi saber que estava a pisar algo que sempre quis. A paisagem é linda! É maravilhoso ver Paris daquele local. É ver o que os nossos olhos não alcançam quando estamos no chão. É ver os edifícios por completo. A altura e a largura dos mesmos. É perceber que o Arc du Triumph não é nada alto e que o Louvre é enorme. No topo podem encontrar uma reconstrução do escritório de Gustave Eiffel e podem por lá beber um flute de champanhe!







Descemos para o segundo andar e a vista continuou a ser fantástica. Aqui podem encontrar a loja de recordações que é só super cara! Mas, foi no primeiro andar que ficamos cativadas com algo que por lá encontramos. É uma placa de chão transparente que nos dá a sensação de caminharmos no vazio. É tão engraçado! E foi por aqui que passamos mais de uma hora. Sentámo-nos e ficamos a apreciar a reacção das pessoas que pisavam o chão, sendo que algumas delas colocavam os pés nas partes que sustentam o chão com medo que aquilo caísse ahah só vos digo que ainda nos rimos bastante à custa disso!
A verdade é que conquista as pessoas e foi uma ideia fantástica. Além disso, há um restaurante e um café com umas mesas super fofas para nos sentarmos e, mais uma vez, absorvermos tudo o que este local tem para nos dar!
Adorei subir à Tour Eiffel e ainda bem que o fizemos! Fiquei fascinada e admito que, caso volte a Paris, este será um local a voltar e a subir. Vale mesmo muito a pena!
No meio de tudo isto a manhã já tinha passado e foi altura de procurarmos onde almoçar. Nesse dia decidimos não levar almoço e foi mesmo complicado encontrar um local para comer! Não conseguíamos apanhar Internet para procurar no Google e também não dávamos de caras com nada... até que lá descobrimos um Burger King onde acabamos por ficar a descansar um pouco.
Seguimos caminho e o objectivo era percorrermos as principais pontes que estão sob o Rio Sena. Passamos na Pont Alexandre III que é considerada uma das pontes mais extravagantes da cidade e a verdade é que é mesmo bonita! A forma como a vi é de que é grandiosa sem, no fundo, sê-lo. Tem uma grandiosidade especial!



Aproveitamos para fotografar alguns aspectos e decidimos ir espreitar o Hôtel National des Invalides. A ideia era só ir espreitar o edifício, uma vez que não estava nos planos a visita, mas acabamos por fazer uma visita rápida e isso mudou o rumo do resto do nosso dia!

Este edifício foi construído em 1670, por ordem de Louis XIV (a sério?!) e o objectivo era que fosse um abrigo para os inválidos dos seus exércitos. Hoje, apesar de ainda acolher os inválidos de guerras, é sede de vários museus, nomeadamente a Galerie Royale des Plans-Relief, o Musée de l'artillerie e o Musée de l'Armée. 

Admito-vos que, além do facto de não pagarmos pela visita, aquilo que nos levou ao interior do edifício foi o facto de ser lá que se encontra o sarcófago de Napoleão Bonaparte que repousa sob a cúpula da Cathédrale de Saint-Louis-des-Invalides. Confesso que foi algo que nos chamou à atenção e decidimos perder algum tempo a ver este local do edifício.


No entanto, ficamos as duas com a ideia de que os museus que lá se encontram devem ser interessantes de visitar! Mal sabíamos nós que ainda iríamos lá voltar...

Mas bem, sob um calor abrasador saímos desta zona para seguir caminho para o Musée d'Orsay onde acabamos por não poder entrar por cinco minutos! Sim, cinco minutos! As portas fecham das 17:00 e nós chegamos lá às 17:05! Ficamos tão aborrecidas que nos sentamos no chão a descansar um pouco antes de seguirmos caminho para ver as restantes pontes.
Mas, foi aí que nos aconteceu a aventura do dia! De repente, a minha Patrícia pede-me a Go Pro para que pudéssemos gravar um pouco. O que aconteceu? Percebemos que nenhuma de nós a tinha! Estava perdida e não fazíamos ideia de onde estaria! Começamos a stressar e a criar mentalmente os passos que tínhamos dado até ao momento em que a usamos da última vez! Onde é que, segundo a nossa lógica, ela estaria? No Hôtel National des Invalides! A solução era voltarmos lá antes que fechasse.
Por isso, apanhamos um autocarro e já a meio do caminho, apercebemo-nos de que estávamos a ir no sentido contrário.  O autocarro não era aquele. Saímos. Já no desespero de, por um lado, não termos a certeza se seria lá que a Go Pro estaria e, por outro, o receio de não a voltarmos a ter, tentamos encontrar o telefone para ligar. Ainda bem que tínhamos o hábito de pegar em tudo quanto era panfleto!
Telefonei, expliquei ao senhor que me atendeu o que se estava a passar e inicialmente ele disse-me que não tinham encontrado nada! Até que, de repente diz-me que afinal a tinham encontrado. Pronto, pelo menos sabíamos onde ela estava! Restava-nos ir buscá-la e o edifício fechava às 18:00. Eram 17:50 quando ele me disse isso e eu, sem saber muito bem como, disse-lhe que íamos já buscá-la. Sinceramente, estávamos perdidas e não fazia a mínima ideia de como iríamos encontrar o caminho, mas o que é certo é que fomos lá ter e conseguimos recuperá-la! Garanto-vos que nunca andei tão depressa na minha vida e claro que, depois de tudo resolvido, só nos apetecia rir! Mas, a lição que ficou foi que, nos dias seguintes, andávamos sempre a perguntar pelas máquinas, pelos telemóveis, pela Go Pro e sempre a evitar pousar o que quer que fosse ahaha
Depois disto? Fomos para casa, claro! Estávamos tão cansadas que acabamos por deixar as restantes pontes para outro dia. Já tínhamos tido aventura suficiente e, apesar deste pequeno percalço, a verdade é que foi um dia bom que nos deixou esta história para contar. Mas que podia ter corrido mal, lá isso podia!



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Mais sobre esta viagem:

| Um dia em Genebra | Um dia em Berna | Um dia em Lausana |
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