11 de setembro de 2016

DATAS | 11.09.2001

Lembro-me perfeitamente do dia 11.09.2001. Devia de estar a devorar uns desenhos animados, no final das férias de Verão quando, de repente, as televisões pararam. Tudo passou a dar as mesmas imagens. Duas torres, com buracos de aviões que nelas embateram, fogo e fumo. As pessoas a chorarem, a correrem, a lutarem pela vida. 
Nos meus meros dez anos de idade não percebi o que se estava a passar. De repente achei que os canais de televisão se tinham lembrado de passar um daqueles filmes horríveis. Um filme... no fundo, quantos de nós, depois de sabermos o que, de facto, se estava a passar, não desejaram que fosse apenas mais um filme? 
Deixei-me estar atenta à televisão, já com toda a gente lá em casa também agarrada ao que por lá se via e, pouco a pouco, percebi que aquilo era real. Aquilo estava mesmo a acontecer do outro lado do mundo. As pessoas estavam mesmo a morrer no interior das torres. As pessoas estavam mesmo a saltar das mesmas, num ato de desespero. As pessoas estavam a correr pelas ruas. Estava plantado o terror, o medo, a sobrevivência, a luta pela vida, a desilusão, o pânico, a dor, a morte, o sofrimento. Estava implantado naquele dia, naquele momento, o pior que a Humanidade pode conhecer. 
Aí, o mundo mudou. Passou-se a ter a palavra terrorismo na ponta da língua. Passamos a voltar a assistir à guerra, à fuga, às bombas. Passamos a olhar e a temer quem por nós passa por termos sempre receio que mais um ataque terrorista aconteça ali, naquele exacto instante. 

E, por mais triste que seja, depois daquele dia seguiram-se tantos outros dias e tantos outros locais. Marcamos o 12.10.2002, em Bali, o 11.03.2004, em Madrid, o 07.07.2005, em Londres, o 11.12.2007, em Argel, o 26.11.2008, em Bombaim, o 11.09.2010, em Estocolmo, o 22.07.2011, na Noruega, o 15.04.2013, em Boston, o 16.12.2014, em Peshawar, o 10.10.2015, em Ancara, 13.11.2015, em Paris, o 22.03.2016, em Bruxelas, o 12.06.2016, em Orlando, o 14.07.2016, em Nice, entre tantos outros!
Por muito que não queiramos, o terrorismo faz, cada vez mais, parte do nosso dia-a-dia. É inevitável não pensarmos que nos pode acontecer a nós. Mas, por muito que esses pensamentos nos assombrem, precisamos de lutar contra o medo e o terror e viver as nossas vidas, restando-nos rezar pelo mundo pois todos nós somos possíveis vítimas. Essa é a triste realidade do terrorismo. #prayfortheworld
Não se esqueçam de participar neste passatempo fantástico da Blogosfera !