7 de maio de 2016

Alturas em que bate a saudade da vida académica



Há ali uma altura do ano em que, alguém que vibrou com a vida académica, sente especialmente saudade. Entre Abril e Maio dão-se os Enterros e as Queimas. E, naquelas semanas de festa há um pensamento distante e uma vontade e voltar para esse tempo novamente. Aí, lá vou eu ao baú e deixo que memórias regressem.  
Lembranças que nos deixam o coração a saltitar de alegria. Há noitadas que ansiamos reviver e todo aquele espírito de festa vem ao de cima. Se não sentimos todos isso, eu sinto! Este fim-de-semana começou o meu eterno Enterro, naquela cidade que também é minha e posso dizer-vos que a saudade de viver as noites em grande e os dias cansada bate cá dentro. Há recordações que regressam... os jantares muito pouco variados e com mil e uma pessoas ao molho, a cerveja que estava sempre em promoção nos supermercados, as misturas de álcool, os shots de tequila acompanhados do limão e do sal, as noites que, mesmo frias, passavam a ser quentes, as barracas dos amigos e dos conhecidos, o desejo de conseguir bebidas à pala, os autocarros onde se cantavam as músicas de curso e onde o motorista se divertia a fazer umas rotundas, o pão com chouriço que sabia pela vida às cinco ou seis da manhã, os concertos que nos faziam saltar, gritar, cantar, o regresso a casa a assistir ao nascer do sol e o ir dormir quando as restantes pessoas se preparavam para acordar. Era essa a rotina daquela semana da minha vida. Depois, era um banho bem quente, um lanche no Mac e começar - novamente - a pensar na noite seguinte. No meio de tudo isso, ficam as pessoas que nos acompanharam nessas etapas. Os amigos que fizemos para a vida e os colegas que ainda hoje guardamos com carinho. Os desconhecidos que passaram a ser conhecidos e aqueles que, na noite seguinte, já nem sabíamos quem eram. E, por fim, as fotografias! As fotografias de tudo e nada, de momentos felizes e outros vergonhosos. As fotografias de nós e dos emplastros...





Mas a vida segue em frente e ter tido a sorte de viver esses momentos já é um privilégio, mas não me peçam que não fique com aquela vontadinha de regressar no tempo e voltar a saborear cada hora daquelas semanas. Hoje, tudo é diferente, é verdade! Mesmo que voltando, falta-nos algo e isso é nosso ambiente. Mas, valha-me todas as memórias que anseio nunca vir a esquecer para sentir que fui muito feliz na minha vida académica e isso é o que me deixa de coração cheio, desejando apenas que cada estudante possa aproveitar e sentir tudo o que eu senti!