21 de agosto de 2015

LIVROS | Anjos e Demónios


2009 | Dan Brown | [Escala pessoal: 8/10]
Sinopse (aqui)
Quando um famoso cientista do CERN é encontrado brutalmente assassinado, o professor de simbologia Robert Langdon é chamado para identificar o estranho símbolo gravado no peito do cientista. A sua conclusão é avassaladora: a marca é de uma antiga Irmandade chamada Iluminatti, supostamente extinta há séculos e inimiga da Igreja Católica. Em Roma, o Colégio dos Cardeais está reunido para eleger um novo Papa quando se apercebe do rapto de quatro cardeais, ao mesmo tempo que a Guarda Suíça é informada de que uma perigosa arma está na Cidade do Vaticano com o propósito de a destruir. Robert Langdon - quem não o conhece? - ajudado desta vez por Victoria Vetra, cientista do CERN, procura desesperadamente a antimatéria no meio das intricadas pistas deixadas pelos Iluminati, lutando contra o tempo para salvar o Vaticano. 
Opinião
Depois de me ter deliciado com o Código da Vinci rendi-me a Dan Brown e decidi ler mais um livro. Desta vez o escolhido foi o Anjos e Demónios e posso dizer-vos que adorei, apesar de continuar a preferir o primeiro. A história conta mais uma vez com a sabedoria de Robert Langdon que se faz acompanhar por Victoria Vetra uma cientista que anseia descobrir quem matou o seu pai. 
Tudo se desenrola à volta dos Iluminatti, uma antiga Irmandade anti-cristã que, supostamente já se encontra extinta. No entanto, passa a ser a principal responsável pela morte de um cientista e quatro cardeais que eram, nada mais, nada menos que os preferidos para se tornarem papas. 
Assim sendo e pelo pouco que aqui deixo, dá para perceber que, neste livro percorremos ruas da cidade de Roma e do Vaticano à procura de um caminho existente à séculos que se encontra à vista de todos, mas que ninguém vê. 
Também aqui a religião é o ponto forte da história, misturando-se com a ganância do poder e com todo o secretismo que envolve o Vaticano. Aquando da leitura apercebemo-nos de pormenores e precisamos de fazer ligações mentais para que toda a história se descodifique e, no final, voltamos a ter a sensação de que “tudo esteve ali à nossa frente desde o início”! Se o vimos, ou não… isso depende de cada um dos leitores. 
A estrutura do livro é idêntica ao Código da Vinci, preservando os capítulos curtos e a escrita acessível. Além disso, é de referir a boa revisão textual, uma vez que nestes livros tenho encontrado pouquíssimos erros (em 588 páginas, acho que encontrei uns 3 ou 4). 
Sem dúvida que Dan Brown ganhou mais uma leitora e o próximo livro já está a caminho de casa. Vocês já leram?