24 de junho de 2015

LIVROS | Obrigada por este momento


2014 | Valérie Trierweiler | [Escala pessoal: 5/10]

Sinopse (aqui)
Obrigada por este momento é a reacção sincera e frontal de uma mulher à traição do companheiro e à humilhação pública. Valérie Trierweiler, a antiga primeira-dama de França, revela a história da sua paixão por François Hollande, incluindo a vivência no Eliseu, até ao momento que viria a marcar o fim da relação. Nesta obra, Valérie expõe a intimidade de um casal, denuncia publicamente comentários privados do Presidente francês e conta como foi difícil superar a traição. 
Eis o testemunho franco e doloroso de uma mulher frágil que todos tomam por forte. Eis a história de uma traição e de como uma mulher pode superar o fim amargo de uma relação. 
Opinião
O que me levou a ler este livro resume-se a uma palavra: curiosidade. Lembro-me bem de acompanhar o fim desta relação na imprensa portuguesa e francesa. Lembro-me do escândalo em que esta traição se transformou e lembro-me, principalmente, de não te ouvido a outra parte a falar dele. 
De cada vez que o assunto vinha à baila, lá se defendia o Presidente (ou em alguns casos não!), mas não se dava a palavra àquela que acabou por ser a que foi traída. E foi tudo isto que me despertou interesse em ler este livro. Queria perceber segundo o outro lado, como as coisas tinham acontecido. E percebi. Mas o que mais gostei de perceber foi o papel que ela teve e o que fez enquanto primeira-dama. 
Nem sempre é estar naquela situação, mas ela soube aproveitar muito bem o tempo que teve para fazer algo de diferente. Desde o apoio a instituições de crianças, jovens, mães solteiras, mulheres maltratadas… Apesar do livro ter sido escrito com o intuito de dar a conhecer a versão dela sobre esta história de traição, aquilo que mais admirei no livro foi o facto de perceber o que andam essas primeiras-damas a fazer e se trabalharem todas como ela trabalhou, digo-vos que andam a fazer coisas muito boas pela Humanidade! 
Quanto à escrita, é um livro falado e isso ajuda à compreensão. No entanto, achei-o bastante confuso por estar repleto de analepses que nos remetem de um espaço temporal para outro totalmente diferente. Quem já leu?