25 de maio de 2015

Revista Cristina


Sou daquele tipo de pessoas que, quanto mais se fala numa coisa, menos vontade tem de a conhecer. Pelo menos tenho-me apercebido que reajo assim no que toca a livros, filmes, séries ou revistas. 

Aquando do lançamento desta revista, as redes sociais e a TV andavam doidas a falar disto. E, esse foi o motivo pelo qual não comprei o número um. Não foi por estar esgotada onde vivo, nem por falta de curiosidade de ler a entrevista do Marcelo Rebelo de Sousa. Foi só e apenas porque me recusei a ser mais uma pessoa a lê-la. Sabia que, mais tarde ou mais cedo (ou quando deixasse de ser o tema de conversa) eu ia acabar por comprar uma e saciar a minha curiosidade. E assim foi… saiu o número dois e admito que, o facto de ter a Marisa na capa, ajudou na minha decisão de comprar a Cristina. Lancei-lhe um primeiro olhar às letras gordas e depois fui lendo, aos poucos. Se vos disse que comprei o número três, acho que percebem qual foi a minha opinião. Gostei! Gostei do material. Gostei do conteúdo. Gostei da parte editorial. Gostei da junção de menina-mulher da revista. Gostei dos temas. Gostei das entrevistas. Gostei da naturalidade e da procura de dar algo que as outras não dão. 

Esta revista é diferente. Não fala só de marcas, roupas, maquilhagem, exercícios para emagrecer ou fofoquices. Esta revista pode ser lida por pessoas de vários níveis sociais porque, de uma forma ou de outra, todas elas acabam por estar representadas no conteúdo. Porque não entrevistar as pessoas que estão na feira? Ou porque não dar-nos a conhecer uma viagem de comboio entre locais perdidos do nosso Portugal?

Não esperava que a revista me convencesse, sou sincera. A minha ideia inicial era que a revista seria apenas mais uma entre tantas. Mas enganei-me. E é bom ter enganos destes e ser surpreendida por ver que há revistas deste género, que se sabem diferenciar do seu género! Agora é esperar pelo dia 7!